Impactos da Transformação Digital nas contabilidades

Impactos da Transformação Digital nas contabilidades

Posted on 30jun

Talvez, você possa achar estranho, mas encontramos na Wikipédia uma das melhores conceituações do termo transformação digital. Segundo a enciclopédia on-line, trata-se de um fenômeno que usa a tecnologia para resolver problemas tradicionais.

A definição só não é mais assertiva porque falta algo muito importante nela. Essas mudanças são fruto de algo mais complexo. Não trata-se de uso de tecnologia apenas, mas de como os novos recursos provocam mudanças no comportamento das pessoas.

E qual a relação da transformação digital com as contabilidades?

Até pouco tempo, as contabilidades eram vistas como uma área muito conservadora. Porém, surgiram várias startups no segmento que se denominam como contabilidades digitais. 

Mais do que ter a tecnologia no DNA, essas empresas têm uma gestão do negócio e do cliente totalmente diferentes. Isso levou à movimentação de todo o mercado de contabilidade. 

Não confunda contabilidade digital com contabilidade on-line

A contabilidade on-line se limita a usar recursos da internet para cumprimento das obrigações fiscais dos clientes. Já a contabilidade digital tem uma cultura alinhada à sociedade conectada. 

Outra diferença é que a contabilidade on-line é mais barata. Normalmente, não há um atendimento individualizado. O modelo digital é consultivo e tem maior valor agregado, requer profissionais mais capacitados. Nem sempre é mais simples para o contador, mas proporciona uma experiência muito melhor para o cliente. 

Com o uso de automação, nuvem e sistemas contábeis digitais, é liberado tempo para analisar outras questões e, assim, poder contribuir para melhores resultados para cada pessoa ou empresa atendida. 

Um exemplo que deixa bem claro como funciona uma contabilidade digital é a declaração de Imposto de Renda via um software. O cliente envia todos os documentos e informações necessários por um sistema. Depois, usando a inteligência artificial, o software consegue apontar possíveis furos na declaração. 

Assim, o contador consegue orientar o cliente sobre o que falta para enviar uma declaração realmente segura. O software apenas facilita o trabalho, mas o contador é fundamental no processo. 

Abaixo, vamos destacar alguns pontos práticos importantes na transformação digital nas contabilidades. 

Contabilidade ágil

A internet deixou tudo mais rápido e fácil, ao alcance de um clique. Assim, os consumidores não têm mais a mesma tolerância com processos demorados. É aí que a tecnologia entra em cena. Em vez dos velhos malotes, os clientes podem enviar documentos por um sistema, de forma muito mais ágil. Entretanto, note que a tecnologia é apenas um instrumento para que o cliente tenha uma necessidade atendida, no caso, solucionar os problemas de maneira mais rápida e fácil. 

Conhecimento compartilhado com o cliente 

A disponibilidade de conteúdo on-line abriu os portais do conhecimento. Informação é mais valiosa quando mais gente tem acesso. Por isso, compartilhar o que se sabe, de forma proativa, é essencial atualmente, principalmente com seu cliente.

O objetivo não é tornar um leigo expert em contabilidade, mas oferecer um atendimento consultivo, em que ele entenda os porquês de cada etapa do processo. 

Você não precisa agendar diversas reuniões para isso, a tecnologia entra como uma grande aliada novamente. Produzir conteúdo no blog e redes sociais é uma das formas de compartilhar o conhecimento. Você pode usar automação no e-mail para enviar informações importantes aos clientes de acordo com as demandas dele. Assim, seu cliente não irá perder prazos e você não precisa parar o que faz para lembrá-lo. Mais do que isso, sua contabilidade pode provocar reflexões acerca da gestão contábil e como ela influencia todo o negócio. 

Transparência 

O mundo on-line também deixou a verdade mais acessível. Por consequência, transparência é um pré-requisito da sociedade. Já notou como as grandes empresas admitem as falhas e se comprometem a corrigi-las? Assim, caso erre, mostre ao cliente e faça sua parte para consertar. Como falamos no tópico anterior, a informação está muito disponível e ele pode levantar dúvidas sobre seu trabalho. 

E aí, sua contabilidade já está no processo de transformação digital? Mande seus comentários para nós. 


A Receita Federal iniciará envio de comunicado às Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), com a informação do valor da receita bruta, com base nas declarações desses contribuintes ao fisco, para viabilizar a análise à linha de crédito do Pronampe, junto às instituições financeiras.

Nesta primeira etapa, receberão o comunicado, a partir de 9 de junho, via Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN) as ME e EPP optantes pelo Simples Nacional.

Numa segunda etapa, que terá início, a partir do dia 11 de junho, o comunicado será enviado via Caixa postal localizada no e-CAC às ME e EPP não incluídas no Simples Nacional.

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Clique na imagem para ampliá-la.

Terão direito ao programa as empresas com data de abertura até 31/dezembro/2019. Somente receberão os comunicados as ME e as EPP que declararam, respectivamente, suas receitas nas respectivas declarações da tabela acima (Origem das informações enviadas pela RFB).

Caso exista divergência na informação da receita bruta ou não tenha ocorrido a entrega da respectiva declaração, a retificação ou inclusão da informação de receita bruta deverá ser realizada por meio da respectiva declaração.

O detalhamento da medida está na Portaria RFB nº 978 de 8 de junho de 2020, publicada no Diário Oficial da União de hoje (09/06).

O Pronampe, que poderá ser acessado por um total de aproximadamente 4,58 milhões de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (cerca de 3.8 milhões do Simples e cerca de 78o mil de fora do Simples), prevê como regra geral, que a linha de crédito corresponderá a no máximo 30% (trinta por cento) da receita bruta anual, calculada com base no exercício de 2019.

No caso das empresas que tenham menos de 1 (um) ano de atividade, a linha de crédito concedida corresponderá ao maior valor apurado, desde o início das suas atividades, entre:

· 50% (cinquenta por cento) do seu capital social; ou
· 30% (trinta por cento) da média de seu faturamento mensal.

Os recursos recebidos no âmbito do Pronampe servirão ao financiamento da atividade empresarial nas suas diversas dimensões e poderão ser utilizados para investimentos e para capital de giro, vedada a sua destinação para distribuição de lucros e dividendos entre os sócios.

A medida não será aplicada às Microempresas, Empresas de Pequeno Porte que iniciaram as suas atividades em 2020, conforme estabeleceu a Lei nº 13.999, de 18 de maio de 2020, que instituiu o programa.

A Receita Federal está trabalhando para facilitar a adesão das Micro e Pequenas Empresas ao Pronampe, tornando mais fácil para as empresas interessadas comprovarem a sua receita declarada, entretanto, a concessão depende da instituição financeira participante do programa.

Fonte: Receita Federal


COMO O COMÉRCIO DEVE SE PREPARAR PARA A PÓS-PANDEMIA

Posted on 26jun

Ainda não sabemos quando será dado o sinal verde para o consumidor sair às ruas sem nenhuma restrição. No entanto, especialistas têm se debruçado em entender como será o mundo pós-pandemia. 

O certo é que as pandemias são marcos históricos, aceleradores de mudança, como o filósofo e historiador Leandro Karnal disse em uma entrevista na CNN. Assim, o que já estava em curso e previsto para acontecer daqui a um tempo, deve se concretizar muito antes. 

Segundo Denis Santini, empresário, professor universitário e especialista em marketing, varejo e franquias, vai se sair melhor quem se adaptar primeiro. Ou seja, mesmo que você não consiga estar com as portas abertas agora, deve se planejar para uma reabertura com mais chances de sucesso. 

  1. Facilite o pagamento 

Uma previsão de Denis é que o consumidor estará mais exigente e com pouco dinheiro no bolso. O indicado, devido a esse fato, é pensar em facilitar o pagamento. Esteja preparado para aceitar todos os cartões e conceder muitas parcelas. 

Estude as opções de empresas de maquininha para escolher opções com boas taxas. Também planeje uma precificação que compense esse desconto, já que a opção deve ser cada vez mais recorrente. Deixar de oferecer essa facilidade pode significar perda de vendas. 

Se tem uma empresa no interior, a cultura do carnê ainda é forte. Isso ainda estimula o cliente a voltar na loja até que acabem as parcelas. 

2. OFEREÇA SEGURANÇA E MOSTRE CUIDADO COM HIGIENIZAÇÃO 

O período de isolamento e medidas de higienização reforçada vão ter grandes reflexos nos hábitos do consumidor. Santini indica pensar em espaços que continuem a favorecer o distanciamento. Ele orienta colocar as mesas mais espaçadas, por exemplo. Ele conta que já há empresas que desenvolveram espelhos digitais, em que o aparato escaneia o corpo do cliente e o veste. 

Pensar em lojas com ventilação e dispositivos para o consumidor higienizar as mãos  também é uma ótima alternativa. Deixe evidente o seu cuidado com a limpeza do espaço. 

3. CRIE EXPERIÊNCIAS NO ESPAÇO FÍSICO 

O comércio on-line será cada vez mais forte. O que fará diferença para as pessoas irem às lojas são as experiências no local. Você pode fazer pequenos eventos, como apresentações culturais, exposições e criar a cultura de surpreender o cliente. Conceda vantagens para quem vai à loja também, como descontos ou brindes exclusivos. 

Por mais básico que pareça, não é todo mundo que tem um atendimento legal. Então,  nunca se esqueça de treinar a equipe e avaliar como tem sido o desempenho de cada colaborador em seu espaço.  

4. MANTENHA CONTATO 

O maior estudioso de marketing de todos os tempos, Philip Kotler, não considera o on-line e o off-line separadamente e muito menos inimigos. As duas vertentes são importantes para o comércio e se complementam. Um exemplo é o pós-venda. Você pode continuar o relacionamento com o cliente quando ele sair da loja, acompanhar a satisfação com a compra ou serviço. 

Além disso, esteja presente em datas como aniversário. Incentive-o a acompanhar seus canais digitais também. Assim, ele vai continuar conectado a você e seu comércio sempre mostrará porque ir a sua loja física. 

Como Denis disse ao G1 também, as pessoas vão procurar por humanização. E se a sua equipe tratar cada um como único, o espaço físico continuará a ser essencial para o consumidor. Prepare-se para o novo normal e boa sorte!


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ASSINATURA ELETRÔNICA E CERTIFICADO DIGITAL: TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE A MP 938

Posted on 24jun

O Governo Federal publicou, no dia 16 de junho de 2020, a Medida Provisória (MP) nº 983. A medida traz importantes normas a respeito da assinatura eletrônica e aborda também a certificação digital.
Conforme explica a assessoria jurídica da AC Certificaminas, Marcela Oliveira, “a MP traz em seu cerne dois grandes pilares: Identidade Digital e Desburocratização, pautados na segurança e na inclusão”.


“Com a edição da MP 983, criam-se dois novos tipos de assinaturas eletrônicas, a Simples e a Avançada. Estas que sobrevêm e se unem à já norteada assinatura eletrônica via Certificado Digital, no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), denominada Qualificada, nos termos da MP”, observa a assessora jurídica.


A MP reforça a importância da certificação digital. “Assim, não por acaso, a assinatura eletrônica Qualificada é justamente aquela que utiliza o certificado digital, com a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira e que continuará a ser admitida para todas as aplicações digitais, pois confere aos atos praticados a máxima segurança e autenticidade”, destaca Marcela Oliveira.


Quer saber mais detalhes? Clique aqui e baixe a cartilha produzida pela assessora jurídica da Certificaminas.


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ASSINATURA ELETRÔNICA E CERTIFICADO DIGITAL: TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE A MP 938

Posted on 24jun

O Governo Federal publicou, no dia 16 de junho de 2020, a Medida Provisória (MP) nº 983. A medida traz importantes normas a respeito da assinatura eletrônica e aborda também a certificação digital.
Conforme explica a assessoria jurídica da AC Certificaminas, Marcela Oliveira, “a MP traz em seu cerne dois grandes pilares: Identidade Digital e Desburocratização, pautados na segurança e na inclusão”.


“Com a edição da MP 983, criam-se dois novos tipos de assinaturas eletrônicas, a Simples e a Avançada. Estas que sobrevêm e se unem à já norteada assinatura eletrônica via Certificado Digital, no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), denominada Qualificada, nos termos da MP”, observa a assessora jurídica.


A MP reforça a importância da certificação digital. “Assim, não por acaso, a assinatura eletrônica Qualificada é justamente aquela que utiliza o certificado digital, com a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira e que continuará a ser admitida para todas as aplicações digitais, pois confere aos atos praticados a máxima segurança e autenticidade”, destaca Marcela Oliveira.


Quer saber mais detalhes? Clique aqui e baixe a cartilha produzida pela assessora jurídica da Certificaminas.


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